11 de agosto de 2010

10ª Cavalgada de Alagoa Grande



A tradicional Cavalgada de Alagoa Grande, promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Alagoa Grande (SPRAG), acontece no dia 29 de agosto de 2010 e visa reunir, nesta edição, aproximadamente 1000 cavaleiros e amazonas.

Este ano, o evento tem como tema a Rota do Quilombo – Caiana dos Crioulos, comunidade quilombola, localizada em Alagoa Grande (PB), reconhecida em 2005 pela Fundação Cultural Palmares, como um dos 13 legítimos quilombos brasileiros.

Além do Quilombo Caiana dos Crioulos, o percurso compreende uma visita à Vila São João e aos antigos engenhos de Jacu e Sapé, onde acontecerá o “bate sela” e uma apresentação de pífanos e cirandeiras de Caiana dos Crioulos. Ao final do evento, os cavaleiros e amazonas se reunirão no BNB clube para o almoço de confraternização, bingo, leilão e distribuição de prêmios.

As inscrições podem ser feitas a partir do dia 14 de agosto, na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Alagoa Grande ou no dia do evento, no Parque de Vaquejada Santa Terezinha. O valor da inscrição é R$ 15,00.

Para a realização da 10ª Cavalgada de Alagoa Grande, o SPRAG conta com o apoio do Sistema FAEPA/SENAR-PB, SEBRAE, Banco do Nordeste, produtores e trabalhadores rurais, comerciantes, empresários e outras entidades públicas e privadas.

Sobre o Quilombo Caiana dos Crioulos

Comunidade quilombola localizada no município de Alagoa Grande, no Estado da Paraíba, no alto da Serra da Borborema, a cerca de 13 km de distância do centro urbano da cidade, em pleno brejo paraibano, na direção sul, numa área bastante elevada, de difícil acesso, sobretudo no período invernoso, tendo a grande maioria de suas casas construídas em terrenos íngremes, verdadeiras grutas, aspectos estes que caracterizam um quilombo. É um dos patrimônios da Paraíba.

Com mais de 90% de seus habitantes com ancestralidade africana, o Quilombo Caiana dos Crioulos foi reconhecido, em maio de 2005, como um dos 13 legítimos quilombos brasileiros pela Fundação Cultural Palmares. No passado chegou a ter por volta de dois mil habitantes, descendentes diretos de escravos que se instalaram em Alagoa Grande entre o século XVIII e XIX, supostamente vindos de Mamanguape, após uma rebelião ocorrida em um navio que aportou em Baía da Traição, na época. Outra versão, contudo, dá conta de que Caiana surgiu de negros fugidos de Palmares.

Teve seu início com a família SANTINO – negros de cor acinzentada, chamados de “crioulos” que, durante várias décadas, exerceram a endogamia (casamento entre parentes) e só a partir de 1970 foi que surgiu o casamento de brancos e crioulos. Embora esteja a apenas 122 km de João Pessoa, Caiana dos Crioulos ainda hoje permanece como um mundo à parte.

Ainda hoje se veem as tradições herdadas dos seus ancestrais africanos. Seus instrumentos, suas músicas, danças e costumes guardam um pouco de sua cultura e de sua história. A banda de pífanos, também conhecida como banda Cabaçal de Alagoa Grande e as ciradeiras de Caiana, com seus coco-de-roda e ciranda, são importantes manifestações culturais do lugar. As cirandeiras e coquistas de Caiana de Crioulos já gravaram alguns CDs, onde mostram um pouco de sua arte, tendo, inclusive feito várias apresentações fora de Alagoa Grande, ajudando a divulgar a terra do rei do ritmo, Jackson do Pandeiro.

Atualmente, Caiana dos Crioulos conta com aproximadamente 130 (cento e trinta) famílias, cerca de 600 pessoas, na sua grande maioria crianças e adolescentes, que vivem de culturas de subsistência, criação de animais, plantação de frutas e artesanato de fibras de banana (esteiras que servem de colção e descanço de panela), além da fabricação de balaios de taboca e cipó. Suas comidas típicas são feijão, farinha de mandioca, beju, pé de moleque, tapioca, arroz doce, cocada de castanha do cajú, farofa, mangunsa e quarenta (comida feita com fuba de milho).

Assessoria de Comunicação Social FAEPA-SENAR
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