13 de fevereiro de 2009

Clima favorece safra no Nordeste



Os agricultores do
Nordeste terão bons motivos para festejar em 19 de março o dia de São José,
conhecido na região como o santo das chuvas. De acordo com o Boletim
Agroclimático divulgado nesta quinta-feira (12) pela Conab, as chuvas nos meses
de fevereiro, março e abril devem chegar à região na medida certa, o que deverá
garantir uma produção de aproximadamente 12 milhões de toneladas de grãos.


As culturas mais favorecidas são o arroz, o feijão, a
mamona, o milho, o sorgo e a mandioca. Os produtores que apostaram no plantio
do milho e do feijão 2º safra no Ceará, por exemplo, devem ser os mais
beneficiados. Numa escala de impactos que vai de –3 (cenário muito ruim) a +3
(cenário muito positivo), a estatal atribui nota máxima no Jaguaribe, noroeste,
norte, sul e sertão cearense.


Em fase de desenvolvimento em fevereiro, os mandiocais
baianos e do oeste maranhense também serão beneficiados pela combinação de
temperatura adequada e chuva na dose certa. A mesma previsão otimista vale para
a mamona cultivada na região do Vale do São Francisco na Bahia e no sertão
pernambucano.


Outras regiões – No Sul o clima seco deve permanecer nos
próximos meses e afetar principalmente plantações de soja, milho e amendoim 1ª
safras. A escassez de chuvas também deve chegar ao o sul do estado de São Paulo
e atingir o feijão 2º safra e os citros. Já no Centro-Oeste as chuvas ficam
dentro da média e não causam impactos negativos. No Norte do país deve chover
acima da média, favorecendo o cultivo de arroz e prejudicando o feijão 2º
safra, os citros e a mandioca.


Segundo o gerente de Geotecnologias da estatal, Társis
Piffer, as previsões podem auxiliar os produtores, analistas de mercados,
operadores de crédito e de seguro agrícola no planejamento e monitoramento da
produção. “Mas é importante lembrar que os prognósticos para as culturas são
análises subjetivas e ainda podem ocorrer alterações positivas ou negativas nos
impactos previstos”.


O estudo utiliza as previsões climáticas do Centro de Previsões
de Tempo e Estudo Climático (CPTEC) e do Instituto Nacional de Meteorologia
(Inmet) para calcular índices de impacto nas principais culturas.

Confira aqui o estudo completo.

Fonte: Conab