15 de abril de 2013

Embalagem indica se alimento está impróprio para consumo



O risco de consumir alimentos impróprios para o consumo pode estar com os dias contados graças a produto criado em pesquisa da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) pela engenheira agroindustrial Ana Maria Zetty Arenas. O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Engenharia de Alimentos da Poli, e pode ser usado em embalagens de peixe cru.

A pesquisa desenvolveu uma embalagem biodegradável para alimentos que muda de cor quando o produto começa a se deteriorar, indicando aos consumidores que está impróprio. Feita com fécula de mandioca, a embalagem possui um pigmento chamado antocianina, que altera sua cor quando há mudança no pH do produto (passando de ácido para básico) – que acontece durante o processo de deterioração.

Na elaboração da embalagem foi adicionada a antocianina, um pigmento natural responsável pela ampla gama de cores (azul, violeta, vermelho e rosa) na maioria das flores e dos frutos. Na pesquisa, foi testado o efeito do pigmento em embalagens de peixe cru, do tipo que é vendido em supermercados.

A professora Carmemn Tadini, que coordenou a pesquisa, explica que quando o peixe começa a se deteriorar, ocorre um aumento do pH devido à decomposição de aminoácidos e da ureia e à desaminação oxidativa da creatina, liberando aminas voláteis que dão origem ao chamado "cheiro de peixe podre".

De acordo com a professora, a antocianina pode ser utilizada na produção de uma "embalagem inteligente" ("smart package"). "O filme funcionaria como uma espécie de vitrine, com a embalagem incluindo uma paleta de cores para informação ao consumidor", explica.

Para a embalagem ser utilizada em escala industrial serão necessários testes de fabricação do produto em uma planta-piloto.

Fonte: Secom-SP