15 de setembro de 2009

Estado quer classificação de zona livre de aftosa



A UNIÂO
Estado quer pecuária com classificação de zona livre de aftosa com vacinação
Reforma nas 27 Unidades Locais de Sanidade Animal e Vigilância (Ulsavs) e em mais seis Postos de Vigilância Agropecuária (PVA), incluindo a instalação de internet; conclusão do cadastro geral de todas as áreas de propriedade e produtores rurais; aquisição de veículos, etc. Estas foram algumas das melhorias já implantadas pelo Governo do Estado na área da defesa agropecuária e expostas em relatório, na manhã de ontem, por técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), na sede do órgão, em João Pessoa, a fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estão realizando na Paraíba uma auditoria para avaliar a estrutura veterinária e saber se o Estado poderá se livrar das restrições à comercialização do seu rebanho, dentro da meta de passar da classificação de Zona de Risco Desconhecido para a de Risco Médio com relação à febre aftosa, sendo a expectativa de receber, em 2010, a de “livre com vacinação”. A inspeção vai prosseguir até esta sexta-feira (18) e o resultado da auditoria deve ser divulgado em cerca de 60 dias.

Durante a reunião, realizada no Centro Administrativo Estadual, os técnicos federais Luiz Eduardo Cardoso e Horasil Romeu Bandini ouviram explanações do gerente executivo da Defesa Agropecuária, Jamir Mascena de Sousa, sobre os avanços já obtidos pelo Governo do Estado na área da infraestrutura dessa área, e do coordenador do Programa de Erradicação da Febre Aftosa na Paraíba, Tamer Belchior Nogueira do Lago, que traçou um histórico do setor a partir do ano de 2000.

O gerente executivo da Defesa Agropecuária, Jamir Mascena, ressaltou que as 27 unidades de Ulsavs e os três Postos de Vigilância Agropecuária – estes instalados nas fronteiras interestaduais da Paraíba com o Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará – foram pintados, receberam novos móveis e veículos, passando a oferecer melhores condições de trabalho, inclusive com a instalação de internet. Com relação ao cadastramento, ele disse que foram contadas cerca de 97 mil propriedades rurais e 120 mil produtores, além de um rebanho total de dois milhões de cabeças de bovino, bubalino, caprino, ovino e suíno, todos animais susceptíveis à febre aftosa.

Fim de restrição à venda de animal cria expectativa
Depois da reunião com dirigentes da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário, os técnicos do Mapa – que vão aproveitar a estadia na Paraíba para dar orientações sobre como melhorar o combate à febre aftosa – fizeram auditoria na Unidade Central da Sedap. Nesta terça-feira (15), os representantes do Ministério da Agricultura visitarão as Unidades Locais de Sanidade Animal dos municípios de Solânea (no Brejo) e Picuí (Curimataú paraibano). Nos três dias seguintes, os técnicos estarão nas unidades de Patos, Piancó, Cajazeiras e Campina Grande. E, na sexta-feira (18), encerrarão a visita com uma reunião na sede da Superintendência Federal de Agricultura da Paraíba.

“Agora, o momento é de expectativa para saber se o Estado poderá se livrar das restrições à comercialização do seu rebanho”, disse o secretário de Estado do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Ruy Bezerra Cavalcante Júnior, que participou da reunião com os técnicos federais, no Centro Administrativo, em João Pessoa. “Estamos preparados para tornar a Paraíba livre da febre aftosa e de qualquer doença, tanto na parte animal quanto na vegetal”, garantiu ele.

Segundo Ruy Bezerra Cavalcante, “os técnicos do Ministério da Agricultura definirão a possibilidade da Paraíba sair da classificação de Zona de Risco Desconhecido e passar à classificação de Risco Médio. É um passo importante”, prosseguiu ele, “para que o rebanho paraibano se situe, consequentemente, com a evolução do trabalho, na Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação reconhecida internacionalmente”.

Já o gerente executivo da Defesa Agropecuária, Jamir Mascena, informou que, durante a inspeção, os técnicos federais avaliarão se as Ulsavs têm estrutura e funcionários disponíveis para atender a todo o Estado. De acordo com ele, “atualmente, por acusa da classificação de Risco Desconhecido, a Paraíba só pode comercializar carne, animais e produtos derivados com Estados da mesma classificação de risco, ou seja, com o Ceará e Piauí”. Mas acrescentou que a meta da Paraíba é passar à classificação de Médio Risco, após a auditoria do Ministério da Agricultura, ficando para 2010 a expectativa de receber a classificação de “livre com vacinação”.

 

Fonte: A união