10 de setembro de 2009

Kátia abreu diz que é necessário investigar recursos do MST



Em visita à Expointer, nesta quinta-feira, dia 3 de setembro, a presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, voltou a falar sobre a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o repasse de recursos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A senadora disse que é preciso avaliar de que maneira os recursos públicos estão sendo usados em manifestações do movimento.
 

Reportagem da revista Veja informou que atos ilícitos do MST seriam financiados com dinheiro do governo e de ONGs estrangeiras, sem prestação de contas. Kátia Abreu já havia defendido esta proposta em pronunciamento no plenário do Senado, onde garantiu que há assinaturas suficientes para a criação da comissão.
 

Plano de Defesa Agropecuária – Durante sua passagem por Esteio (RS), onde ocorre a feira, a presidente da CNA também disse que a entidade está trabalhando num plano de Defesa Agropecuária a ser lançado dentro de cerca de seis meses em conjunto com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.
 

De acordo com Kátia Abreu, o plano está sob o comando do ministro Reinhold Stephanes e tem base em cinco pontos: análise de risco, unificação da legislação nacional nos Estados e no país, boas práticas por parte do produtor (certificação), custos no que se refere a enfermidades do rebanho e sistema efetivo do Sisbov.
 

A análise de risco é a bula do remédio. Quando há uma doença, o que fazer? No Brasil, quando se tem aftosa, não há padronização de atitude. O plano mostrará o que é a doença, como proceder e o que fazer. O primeiro mundo não quer um país desnorteado – enfatizou.
 

No que se refere à unificação da legislação, a senadora disse que a legislação atual não é ruim, mas que está muito sobreposta e confusa e há necessidade de um grupo para limpar essa lei e unificar. Esse trabalho envolverá secretários e dirigentes de defesa agropecuária nos estados, adiantou a senadora.
 

Com relação às boas práticas agropecuárias, ela disse que esta talvez seja a parte mais complicada, uma vez que a agroindústria se recusa a remunerar quem certifica.
 
– Eu certifico, mas vendo pelo mesmo preço de quem não certifica, como posso ter sucesso? questionou.
 

Quanto à custo com enfermidades, a senadora citou o caso da aftosa.
 
– Qual o custo por cabeça para combater a aftosa no Brasil? Quem souber disso eu dou prêmio. Ninguém sabe. Segundo a senadora, será contratado um grupo para saber os custos efetivos nesses casos, até porque é preciso ter preço para poder reclamar por políticas públicas.

 
No caso do sistema efetivo do Sisbov, da rastreabilidade, destacou que o trabalho está sendo feito em parceria com o Ministério da Agricultura e que a CNA vai assumir o banco de dados.
 

– A iniciativa privada é que deve fazer isso e o Ministério da Agricultura já entendeu e está nos passando toda essa sistemática de emissão de GTA, controle de registros da certificação do Sisbov no país e posteriormente dos demais registros – antecipou.