7 de agosto de 2008

Palmas para o Semi-Árido expande suas atividades



O projeto Palmas para o Semi-árido intensifica sua participação junto aos micros e pequenos produtores rurais, buscando estimular a produção da palma em todo o nordeste. O Senar desenvolve o papel de multiplicador da tecnologia que tem apresentado maior qualidade e produtividade da planta.

 

O primeiro passo dessa nova fase é a visitação aos 15 Núcleos de Tecnologia Social (NTS) para avaliar como está a produção e quais as melhoras a serem feitas. “A intenção é continuar incentivando os produtores para que recomecem a produção”, afirmou Paulo Florentino, gestor técnico do projeto.

 

Com o intuito de apresentar alternativas econômicas para a região do Semi-Árido paraibano, está sendo construída mais um NTS, em Logradouro-PB. Esse investimento tem a parceria do Banco do Nordeste, que apóia a instalação no município de uma casa de forragem, um secador solar, além de uma área para o processamento de doce. Estes mecanismos pretendem otimizar a produção a partir do uso e manejo da palma.

 

Palmas para o Semi-Árido criado em 2005, é um projeto idealizado pela Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba – Faepa e operacionalizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar-PB, em parceria com o Sebrae-PB e atende 15 municípios do Estado, qualificando o agricultor no cultivo intensivo da palma em espaços educativos – NTS destinados à produção e beneficiamento da planta. Cada NTS conta com o acompanhamento de um técnico agrícola, selecionado e capacitado para esta finalidade.

 

O presidente da Faepa, Mário Borba, idealizou o projeto após uma viagem ao México. No país visitado, a planta é utilizada não apenas para a alimentação animal, como também para o consumo humano. A palma é amplamente cultivada e industrializada, produzindo uma grande diversidade de produtos, que gera renda para milhares de produtores que vivem em regiões semi-árida, semelhante a realidade do nordeste.

 

Vegetação resistente ao clima seco da região do Semi-Árido, a palma sempre foi utilizada no nordeste como alimentação animal em períodos de maior estiagem.

 

A partir de novas tecnologias de cultivo intensivo, a palma passa a ser vista como uma atividade que gera lucros e oportunidades econômicas para o produtor. Hoje ela é utilizada na produção de farelo, conservas doces e salgadas, bem como a fabricação de cosméticos (xampu e sabonetes). Com o projeto ‘Palmas para o Semi-Árido’, se estabeleceu uma nova forma de cultivo e manejo da planta, visando a sua permanência como cultura agrícola na região.

 

Poliana Queiroz – estagiária de Jornalismo