20 de dezembro de 2007

Paraíba é o maior produtor de leite de cabra do país


FaepaPB

A Paraíba é o maior produtor de leite de cabra do país, com uma produção diária de 18 mil litros. Apenas para o segmento governamental a atividade gera algo em torno de R$ 15 mil (pagos aos produtores) por dia, oriundos da comercialização de 15 mil litros destinados para os programas governamentais Conab, Fome Zero e Leite da Paraíba.
Também, para esta finalidade, o Estado é campeão em produção, uma vez que Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Minas Gerais, outros expoentes em leite de cabra no país, produzem menos de 10 mil litros/dia.
Os dados fazem mais do que colocar a Paraíba no topo deste ranking de produção leiteira de cabra: ajudam a tirar da realidade de pobreza uma região sofrida. É no Cariri, no Sertão e no Curimataú que a caprinocultura se tornou a principal atividade agropecuária e econômica. No Estado há 1.500 produtores em caprinovinocultura.
Pela região circulam mais de 420 mil cabras, bodes e ovelhas, das quais 25% cabras leiteiras. Nas três localidades citadas dependem da atividade 900 produtores de leite, distribuídos em 32 associações, conforme informações passadas pelo consultor veterinário do Sebrae/Pb, Arthur Carlos de Almeida. As associações são donas, ainda, de 10 pequenas usinas. “21 mil reais são arrecadados por dia e divididos entre as associações”, contabilizou o consultor, lembrando que parte dos recursos ainda provêm das compras governamentais do Programa Leite da Paraíba, Fome Zero e Prefeituras. Cada litro de leite sai por R$ 1,40, dos quais R$ 1,00 vai para o pagamento ao produtor e os centavos restantes são aplicados em gastos do negócio.
Segundo o último levantamento realizado pelo Sebrae em 2005, por propriedade são gerados 2,2 empregos. Multiplicando esse número por 900, temos 1.980 pessoas. A estimativa não leva em conta os empregos diretos gerados pelas usinas de beneficiamento e pela logística de captação e distribuição do leite.

Para se ter idéia da importância econômica da atividade, basta saber que 80% no território estadual, como observou o secretário Estadual de Desenvolvimento da Agricultura e Pesca, Francisco de Assis Quintans, fica no semi-árido, onde a caprinocultura encontra sua maior vocação.
Quanto aos três mil litros que completam a produção diária de leite de cabra no Estado, Artur não soube especificar o ganho porque é voltada para o mercado aberto. Ou seja, o laticínio vai ser beneficiado em indústrias privadas, e comercializados em forma de iogurte, queijo e requeijão, por exemplo.
Produtores querem investir na carne caprina
Depois do leite os produtores da região querem intensificar a produção da carne caprino. Há dois projetos de frigoríficos para serem abertos, o Caprino e o Ciagro. O primeiro, é de iniciativa privada e o segundo fruto de uma parceria entre municípios e Governo Federal. “O Caprino está pronto, conta com o selo do SIF (Serviço de Inspeção Federal) e deve entrar em funcionamento ainda em 2007, em Mulungu”. A capacidade é de 100 abates por dia.
Já o Frigorífico Ciagro está com a infra-estrutura pronta. O projeto é de iniciativa do Consórcio Intermunicipal de Atividades Agrocupecuárias, que pertence a alguns municípios do Cariri e foi financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com contrapartida dos municípios. “Este frigorífico está apenas esperando os equipamentos e também terá capacidade para abater 100 animais por dia”, comparou Arthur.