27 de junho de 2008

Produtores nordestinos ganham nova cultivar de banana



A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju/SE), em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas/BA), lançou a primeira cultivar de banana nesta sexta-feira (27/06) durante as comemorações dos 33 anos da Unidade. Denominada BRS Princesa, a cultivar deve significar uma boa alternativa tanto para os bananicultores, quanto para os consumidores da banana tipo Maçã. A ‘Princesa’ é recomendada para o Baixo São Francisco, em Sergipe e Alagoas, e para o Recôncavo Baiano.

A nova cultivar, cujo código de melhoramento é YB42-07, foi avaliada na área experimental de Propriá (SE) e em Cruz das Almas (BA). Nas duas localidades, a ‘Princesa’ apresentou produtividade em torno de 15 a 20 t por hectare. Podendo, dependendo do manejo da cultura, alcançar a produtividade de 25 t por hectare.

Entre as vantagens da ‘Princesa’ estão tolerância ao mal-do-Panamá e resistência à Sigatoka-amarela, que são as principais doenças que atacam os cultivos desta cultura. A banana ‘Princesa’ tem muita semelhança com a banana Maçã, cujas áreas foram dizimadas em quase todo o país em decorrência do mal-do-Panamá.

A planta da ‘Princesa’ tem porte médio de 3,60 m, podendo ser plantada no espaçamento 3 m x 2 m, sob as práticas de manejo recomendadas para a cultura da banana. Apresenta cachos com peso médio de 15,56 kg, e os seus frutos, com peso de 116,6 g, são de coloração esbranquiçada e de agradável sabor.

Os pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros Ana da Silva Ledo e Josué Francisco da Silva Junior acreditam que esta cultivar deve contribuir para o fomento da bananicultura nas regiões para as quais estão sendo indicadas. A expectativa se deve ao fato de que nessas localidades a variedade Maçã, devido à susceptibilidade ao mal-do-Panamá, vem sendo cultivada apenas em pequena escala ou em áreas sem histórico de ocorrência da doença.

Para distribuição de mudas da nova cultivar serão realizados dois dias de campo em Sergipe e está sendo implantado um campo de produção de matrizes que serão transferidas para biofábricas realizarem a multiplicação rápida da cultivar que num prazo de 12 a 18 meses disponibilizarão um maior número de mudas para os produtores interessados.

FONTE: Embrapa Tabuleiros Costeiros – www.cpatc.embrapa.br