26 de novembro de 2008

Programa Água Doce atende mais de 30 mil pessoas na Paraíba



Na Paraíba, 30 mil pessoas são assistidas atualmente pelo Programa Água Doce (PAD), através de vinte e oito sistemas instalados que compreendem cerca de 300 dessalinizadores. A principal meta do Governo do Estado e parceiros através do PAD em 2009 será vistoriar esses equipamentos e recuperar ou substituir boa parte deles que está danificada, muitos até sem uso.

Um dessalinizador com três membranas que pode produzir em torno de 500 litros de água/hora, custa cerca de R$ 13 mil, mas, com sua instalação a unidade fica por R$ 35 mil ou mais. No Nordeste são cerca de 2 mil dessalinizadores. No estado o financiamento é da Fundação Banco do Brasil.

Hoje, mais de 70 municípios paraibanos estão em situação de emergência por conta da estiagem. O programa Água Doce foi criado há dois anos pelo Governo Federal e é executado nos nove estados do Nordeste e no polígono da seca em Minas Gerais. Aqui no estado famílias que moram em comunidades rurais do semi-árido quase não dispõem de água potável e uma das soluções para o abastecimento tem sido a utilização de dessalinizadores.

De acordo com o engenheiro agrônomo com especialização em recursos hídricos e coordenador do Programa Água Doce na Paraíba, Isnaldo Cândido, a I Oficina de Acompanhamento e Planejamento das Ações do PAD, realizada esta semana e encerrada ontem em João Pessoa,  no auditório do Hotel Victory, teve como objetivo de compartilhar as informações sobre as ações em cada estado e planejar o desenvolvimento do programa em 2009.

A Paraíba hoje dispõe de 4,1 bilhões de metros cúbicos d’água em seus reservatórios, o equivalente a 86% da capacidade total de reserva hídrica, porém, as populações rurais, sobretudo do Cariri e Curimataú são afetadas, principalmente no período de estiagem, pela escassez ou falta de água para consumo.

A água dos poços perfurados em geral é salobra, chegando em algumas áreas a ser mais salgada do que a água do mar. Para reduzir esse problema, são implantados os sistemas de dessalinizadores. Campina Grande é uma das cidades onde se fabrica dessalinizadores e tem  atendido a demanda de outros estados também.

As comunidades beneficiadas com o Programa Água Doce são selecionadas a partir de critérios como menor Índice de Desenvolvimento Humano por Município; menores índices pluviométricos; ausência ou dificuldade de acesso a outras fontes de abastecimento de água potável e maior índice de mortalidade infantil.

O Água Doce é estruturado em quatro componentes: gestão, pesquisa, sistemas de dessalinização e sistemas produtivos/unidades demonstrativas. Um fator importante do programa é o compromisso de garantir o uso sustentável dos recursos hídricos, promovendo a convivência com o semi-árido a partir da sustentabilidade ambiental.

A oficina concluída ontem envolveu todos os coordenadores estaduais do Programa Água Doce. O evento foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Governo do Estado. O encerramento teve as presenças do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Vicente Andreu Guillo; do coordenador nacional do PAD, Renato Saraiva; e do presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas, José Ernesto Souto Bezerra.

Fonte:Governo do Estado