13 de outubro de 2008

Programa incentiva participação da mulher no cooperativismo



A inclusão da mulher no sistema cooperativista e o incentivo à sua contribuição na geração de emprego e renda são os principais objetivos do Programa de Gênero e Cooperativismo: Integrando a Família (Coopergênero). Em quatro anos, foram realizadas atividades de sensibilização em 20 estados, como o Acre, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Mais de 25 mil mulheres foram capacitadas para atuarem na cadeia produtiva.

 

          Um caso de sucesso do programa, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi o trabalho desenvolvido com a Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai (Cotrimaio), no município de Três de Maio/RS. De acordo com a coordenadora-geral de Autogestão Cooperativista do Mapa, Vera Lúcia Daller, mais de 920 mulheres daquela entidade foram capacitadas em gestão da propriedade e cooperativismo. A Cotrimaio completou, este ano, quatro décadas de atuação nos ramos agropecuário e da agroindústria.

 

          Sobre a importância do Coopergênero para o Brasil, a coordenadora destacou a crescente contribuição do setor no aumento da produção agropecuária e no desenvolvimento econômico do País. “Ao incluirmos as mulheres no sistema produtivo, estamos gerando emprego, produção e renda”, disse.

 

          O incentivo à participação da mulher no sistema cooperativista é tendência mundial. Em 1996, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), com sede em Genebra (Suíça), iniciou o programa nas cooperativas para ampliar a capacidade decisória da mulher e estimular novas lideranças. A organização mantém um comitê permanente de igualdade de gênero que promove a paridade entre homens e mulheres e a integração no movimento cooperativo e social. A ACI representa mundialmente o cooperativismo, divulgando sua doutrina e preservando seus valores e direitos.

Fonte: Mapa