7 de fevereiro de 2011

Programa nacional exibe experiência de floricultores da PB



Mais de 500 famílias de floricultores da Paraíba estão sendo beneficiadas por um projeto que elimina a figura do atravessador. Elas vendem as flores que produzem direto para uma rede multinacional de supermercados e com isso conseguem lucrar mais. Foi através dessa experiência que o programa da Rede Globo, o Globo Rural, exibiu nesta quarta-feira, dia 03, uma matéria sobre essa parceria.

Ganhar a vida com a produção de flores era um sonho que parecia impossível para um grupo de agricultores do município de Areia, no Brejo da Paraíba, a 130 quilômetros de João Pessoa. Apesar do apoio que receberam da Universidade Federal, eles não conseguiam fazer os lucros crescerem por causa da dificuldade em comercializar a produção.

Com um bom clima, estufas montadas e produtos de qualidade, faltava apenas um meio de impulsionar as vendas, foi aí que nasceu uma parceria que está fazendo florescer a certeza de bons negócios. Através do Projeto Clube do Produtor, tocado pela rede Walmart, os floricultores começaram a vender a escoar boa parte da produção diretamente para as lojas, invés das negociações passaram pelas mãos de um atravessador.

O projeto surgiu em 2003 e no fim do ano passado chegou à Paraíba, onde já beneficia mais de 500 famílias. “Um dos objetivos do Clube do Produtor é eliminar a figura do atravessador, de modo a pagar preços mais justos aos produtores e baratear o produto lá na ponta para o cliente também, fidelizando assim nossos clientes”, disse Cristiano Varela, gerente de produtos.

Mesmo com o pouco tempo desde a chegada do clube na Paraíba, as expectativas são altas. As vendas já melhoraram e a meta é triplicar o faturamento até o fim do ano. “Duplicamos nossa compra de vaso, já temos estoque e já fizemos nossos pedidos acrescentados. A programação de 2011 já foi toda modificada para atender estes pedidos dos supermercados”, contou Márcia Gondim, agrônoma.

Boa parte dos lucros ainda é reinvestida no próprio cultivo, mas o objetivo é que esta realidade comece a mudar em breve. “È difícil começar do zero, sem nada, e fica trabalhando sem ganhar nada, só investindo. Para o nosso futuro temos que começar assim e se Deus quiser no final vamos ganhar e ter a nossa renda em 100%”, acrescentou Elisângela Alves, presidente da Associação dos Floricultores.

Assista a matéria no globo rural on line:
http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTO0-4370-343949,00.html

Fonte: ASCOM Sebrae/PB