31 de outubro de 2013

Safra 2013/2014: opções para o plantio do milho não faltam



Destas, 253 (ou 54,2%) são transgênicas e as demais 214 (correspondentes a 45,8%) são convencionais. Portanto, para esta safra que está começando, há mais opções de sementes de milho transgênicas do que convencionais. É a primeira vez em que isso ocorre. Outra novidade é que há duas opções de híbridos duplos transgênicos, categoria de sementes tradicionalmente associada a menores rendimentos do que os demais híbridos (triplos e simples).

Na visão do pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Israel Alexandre Pereira Filho, da área de Fitotecnia, "o produtor já tem conhecimento suficiente para entender que o uso de semente adaptada à sua condição edafoclimática ou região garante o sucesso da lavoura, desde que use um manejo cultural adequado ao seu nível tecnológico". Para ele, atualmente existe uma consciência, por parte do produtor, de que o uso de sementes melhoradas de milho, independentemente se transgênicas ou não, é essencial para o aumento da produtividade, que pode chegar a 20%.

Em termos percentuais e considerando, separadamente, as opções transgênicas e as opções convencionais de sementes de milho, a safra 2013/2014 terá clara concentração de híbridos simples transgênicos. São 81,8% nesta categoria, contra 17,4% de híbridos triplos transgênicos e 0,8% de híbridos duplos transgênicos, a novidade da safra. Já as opções convencionais somam 44,7% de híbridos simples, 18,6%de híbridos triplos, 19,5% de híbridos duplos e 17,2% de variedades. Ou seja, há menos desequilíbrio entre as opções convencionais do que nas transgênicas.

E os híbridos duplos transgênicos chegaram pra ficar no mercado de sementes de milho? Na visão de Israel, "vai depender do preço da semente, embora eles tenham sido desenvolvidos para produtores de menor poder aquisitivo, e também da eficácia no controle de pragas e a tolerância ao herbicida glifosato, bem como a adaptabilidade nas principais regiões produtoras". Ambas as opções são tanto para a safra, como para a safrinha.

Tendência – Nas próximas safras, é possível que aumente a diferença entre o número de cultivares transgênicas e as convencionais. Israel explica que "a área plantada com transgênicos a cada ano vem crescendo em função da capitalização do produtor, da redução do custo de produção devido ao menor uso de inseticidas e do uso do herbicida inicial, da economia de combustível e da menor agressividade ao meio ambiente. São estes os principais fatores que farão com que as indústrias de sementes invistam mais nos milhos transgênicos do que nos milhos do melhoramento tradicional".

A estimativa de área total plantada com milho transgênico para a safra em andamento é de 12,9 milhões de hectares. Considerando as duas safras, conta Israel, seria uma taxa de adoção de 81,4%. Esses números mostram a rapidez maior da adoção dos transgênicos no milho em comparação com a soja, que demorou dez safras para chegar ao índice de 92,4% estimado para a próxima safra, o que equivale a 26,9 milhões de hectares. O índice do milho foi conseguido já na sexta safra.

Para a safra em andamento, são 85 novas cultivares (74 transgênicas e 11 convencionais), ao mesmo tempo em que 97 cultivares (sendo 40 transgênicas e 57 convencionais) não são mais comercializadas. Entre as novas, 22 possuem, de fato, genética nova, sendo 19 híbridos simples, um híbrido simples modificado, um híbrido triplo e um híbrido duplo.

Israel explica que "atualmente, uma cultivar tanto pode ser comercializada com várias versões transgênicas, como já existem cultivares com apenas algum evento transgênico, mas que não são comercializadas na forma convencional". Neste sentido, 317 (do total de 467) cultivares têm efetivamente material genético diferente e as demais 150 são variações de diferentes eventos transgênicos. E, entre as 317, são 213 cultivares convencionais, mas que podem apresentar também algum evento transgênico. O número de cultivares exclusivamente transgênicas é, portanto, 104. E a divisão por tipo de cultivar, também entre as 317 com material genético diferente, ficou assim: 56,1% são híbridos simples; 18,6% são híbridos triplos; 13,6% são híbridos duplos; e 11,7% são variedades.

Em relação aos transgênicos, não houve novo evento para esta safra. O que há no mercado é resultante de cinco eventos transgênicos para o controle de lagartas (TC 1507, marca Herculex I ®; MON 810, marca YieldGard ®; MON 89034, marca YieldGard VT PRO ®; Bt11, marca Agrisure TL ®; e MIR162, marca TL VIP ®), dois eventos para resistência ao herbicida glifosato quando aplicado em pós-emergência (o NK603, marca Roundup Ready®; e o GA 21 -TG). Além dessas opções, há a tecnologia Liberty Link®, que confere tolerância a herbicidas formulados com glufosinato de amônio e está presente nos milhos Herculex® I.

Fonte Original: Embrapa Milho e Sorgo