24 de março de 2014

Sem terras invadem propriedade em Casserengue



A propriedade rural Serrote de Imbiguda, localizada no município de Casserengue – PB foi palco de um ataque violento, nesta segunda-feira (24/03), às 2h30 da madrugada, por cerca de 40 integrantes do movimento MST.

De acordo com informações do delegado de Solânea, Diógenes Chaves, que atendeu a solicitação do proprietário, bem como de familiares e pessoas que testemunharam o ocorrido, o proprietário da terra, Leonardo Jardelino, que estava dormindo no interior de sua residência juntamente com um casal e respectivos filhos, dentre eles uma criança de 6 anos, foi surpreendido por tiros, ameaças físicas e incêndio patrimonial. O veículo Fiat Uno, de placa MNO 2396, foi completamente destruído pelo fogo.

No momento da invasão o proprietário foi baleado nos dois pés, instante no qual se manteve refugiado no banheiro da residência, já perdendo sangue, solicitando socorro policial e médico. As ameaças por parte dos invasores não cessaram.
A polícia militar chegou ao local por volta das 4h45, escoltando o proprietário e demais vítimas que se encontravam no interior da casa. O SAMU socorreu Leonardo Jardelino às 6h, aproximadamente, transportando-o para o Hospital de Trauma de Campina Grande.

Os invasores permanecem na sede da propriedade.

A fazenda Serrote de Imbiguda já esteve invadida anteriormente a cerca de um mês a Justiça determinou a Reintegração de Posse (Processo 0029135-26.2013.815.2001) através da Vara de Feitos Especiais de João Pessoa.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Areia, José Felix, a fazenda de pouco mais de mil hectares havia sido vendida para o Interpa, para fins de reforma agrária, porém o negócio não foi concluído devido a falta de pagamento por parte do governo.

Para o presidente da FAEPA, Mário Borba, a insegurança jurídica tem promovido um verdadeiro clima de horror no meio rural. “A situação está se agravando a cada dia e o agricultor não tem tranquilidade para trabalhar. Se não bastasse esses grupos de oportunistas, que se dizem sem terra, há também os marginais chegam para roubar, saquear e matar. Precisamos que seja implantado urgentemente um Programa de Segurança Pública para o campo, que envolva o policiamento rural com toda estrutura e aparato como: automóveis, motos, cavalaria e capacitação, visando inibir a criminalidade na zona rural do estado”.

Assessoria de Comunicação Sistema Faepa/Senar
(83) 3048-6050 – 9928-0819