24 de janeiro de 2014

Setor agropecuário se reúne com o governador e pede apoio



Medidas de proteção ao setor sucroalcooleiro, revitalização do Programa do Leite, segurança às propriedades rurais invadidas e ou ameaçadas de invasão, viabilização do Fundo Emergencial do Setor Agropecuário para garantir a sanidade do rebanho e reforma do Parque de Exposições com realização de eventos para o setor entre outros pleitos. A pauta foi extensa e a reunião do governador Ricardo Coutinho com os representantes do setor agropecuário durou mais de duas horas. Mas todos saíram satisfeitos com os encaminhamentos dados pelo governador Ricardo Coutinho.

A audiência aconteceu nesta quinta-feira ( 23/01), na granja Santana e contou com a presença de produtores e empresários do setor juntamente com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba – FAEPA, Mário Borba, presidente da Associação dos Plantadores de Cana – Asplan, José Inácio Moraes, presidente do Sindicato da Indústria do Álcool – Sindalcool, Edmundo Barbosa, o deputado federal Efraim Filho, o secretário de Estado da Receita, Marialvo Laureano e o secretário executivo da Agropecuária, Romulo Montenegro.

De acordo com Mário Borba o governador se mostrou bastante sensível as necessidades do setor e se comprometeu em avaliar cada situação. “O governador pediu detalhes de cada assunto apresentado, já repassou para seus secretários algumas determinações e prometeu analisar os pleitos com atenção. Agora iremos reunir mais dados e documentos para que ele tome as medidas necessárias”, disse Borba.

Entre as reivindicações a questão da importação de álcool dos Estados Unidos é o que mais preocupa o setor, pois, devido aos subsídios que o produto americano recebe, a produção local fica sem poder de competição. Os produtores não querem impedir a importação, apenas pedem ao governo uma medida de proteção no período da safra, conforme ocorre nos estados de Pernambuco e Alagoas. “A entrada de álcool dos Estados Unidos pode ser bom para suprir o desabastecimento, mas deve ser feito na época certa, no período da entre safra que vai de maio a agosto, para que não desestabilize o mercado local”, afirmou Edmundo Barbosa do Sindalcool.

No seguimento do leite, o pedido dos produtores é para a revitalização do Programa do Leite, com o aumento da cota de cada produtor para o fornecimento ao programa Fome Zero. “Pedimos que o governo faça gestão junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para aumentar a cota porque os produtores estão muito desestimulados e abandonando a atividade”. Conforme levantamentos realizados grande parte do rebanho leiteiro morreu com a severa seca do ano passado diminuindo significativamente produção de leite no estado e quem ainda produz leite não pode suprir a demanda do programa por exigência da cota que é de em média 13 litros de cabra e 29 de vaca por produtor, por dia, variando de acordo com o valor do produto.

Sobre a falta de segurança no meio rural, os produtores pediram proteção para as propriedades produtivas invadidas ou ameaçadas. Um dos casos relatados foi de uma área de 12 mil hectares no município de Baia da Traição que foi invadida pelos índios e teve toda plantação de cana destruída. Por causa dessa situação seis produtores de cana já abandonaram suas propriedades, com medo de atos violentos. Segundo informaram os produtores, as áreas estão sob análise da justiça, e como não há nenhum parecer, isso fere o direito de propriedade e causa grandes prejuízos para toda sociedade.

Finalizando o encontro com o governador, o presidente da Faepa pediu ao governador apoio a revitalização do Parque de Exposições de João Pessoa, transformando o local em um centro de para eventos do setor agropecuário. Ele lembrou do gado das raças Sind, o Gir Leiteiro e guzerá e das ovelhas Santa Inês, além das cabras que cuja genética é exportadas para o Brasil inteiro mas precisam também ser valorizada internamente. “Faz muito tempo que não temos uma feira de animais a altura de nossa capacidade. Nosso rebanho tem sido premiado em todos os locais que participa de evento. As feiras geram negócios e oportunidades para os produtores e agora com o reconhecimento do status sanitário livre de febre aftosa também podemos receber animais de outros estados e promove r a troca de experiências e tecnologia”, concluiu Borba.
 
Assessoria de Comunicação Social FAEPA/SENAR-PB
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