22 de novembro de 2011
Política agrícola deve garantir estabilidade para o produtor
A política agrícola brasileira precisa se modernizar para ampliar a eficiência no campo e garantir maior estabilidade de renda para o produtor rural, na visão do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz. O secretário apresentará as bases do novo modelo de política agrícola para o País na próxima quarta-feira, 23 de novembro, em um grande seminário realizado em comemoração aos 60 anos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e aos 20 anos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O seminário “Os Desafios do Brasil como 5ª Potência Mundial e o Papel do Agronegócio” reunirá em Brasília, no Espaço Unique Palace, a partir das 9h30, renomados especialistas em economia e agronegócio. A presidente da República, Dilma Rousseff, encerra o evento a partir das 17h.
“A agricultura brasileira é muito eficiente, mas a atividade envolve riscos como questões climáticas e de mercado, por isso precisa do apoio do Estado. A tecnologia adotada mudou muito, porém os instrumentos de política agrícola são da década de 60 e devem ser modernizados para que o produtor possa gerar mais renda e alimentos”, explica Vaz. Um das principais características da nova política agrícola brasileira será o apoio ao agricultor ou pecuarista, conforme suas especificidades de renda, tipo de atividade praticada, entre outras. Conforme o secretário, o modelo atualizado prevê um cadastro de públicos e propriedades para permitir sua diferenciação. “Hoje, temos uma política muito generalista”, atesta.
Outros dois pontos destacados por José Carlos Vaz é a formulação de uma política para a classe média rural e a melhoria dos títulos do agronegócio, como a CPR (Cédula do Produtor Rural) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). A idéia é que a emissão desses títulos garanta maior capacidade gerencial ao produtor, com melhores condições de custo e prazo. “Queremos uma política mais planejada com instrumentos de longo prazo”, afirma Vaz. Para ele, é fundamental que o apoio do governo prepare o agricultor para enfrentar crises com maior robustez para que ele possa investir mais na propriedade aumentando a eficiência na lavoura.
A revisão da política agrícola nacional é uma das prioridades da gestão da senadora Kátia Abreu à frente da CNA. O tema vem sendo discutido pelo Governo federal e a entidade desde 2008. Além de maior estabilidade de renda, esta nova política deverá combater a pobreza no campo, garantindo melhores condições de desenvolvimento da atividade nas classes C, D e E. O assunto também será abordado durante o seminário que marca os 60 anos da CNA e os 20 anos do SENAR pelo secretário-adjunto do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, e pela superintendente técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos, que fará um resgate dos 80 anos da política agrícola do Brasil. Eles participam do primeiro painel do evento, com o tema “Construindo um novo modelo de Política Agrícola”.
Perfil – José Carlos Vaz é secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desde setembro de 2011. Entre maio e setembro deste ano exerceu a função de secretário de Política Agrícola da pasta. Vaz é advogado e funcionário do Banco Brasil desde 1982. Na área agrícola, foi diretor de Agronegócios no BB e fez parte do Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA); da Câmara Temática de Financiamento e Seguro do Ministério da Agricultura; e do Conselho Superior de Agronegócios da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP). Foi ainda integrante da Subcomissão de Crédito Rural da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN). Nascido em Londrina (PR), o secretário-executivo do MAPA também foi membro do Conselho Técnico do Centro de Inteligência do Café (CIC) e da Câmara Setorial do Arroz e do Cacau, ambas vinculadas ao Ministério da Agricultura. José Carlos Vaz tem MBA em Altos Executivos pela Universidade São Paulo (USP).
Seminário – A senadora Kátia Abreu e o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho abrem o seminário que terá no encerramento a presidente da República, Dilma Rousseff. O evento terá um público de 1.500 pessoas entre autoridades do Governo federal, parlamentares, especialistas em economia e agronegócio e lideranças rurais. Além do painel sobre política agrícola, a programação inclui um talk show sobre os desafios do Brasil como 5ª potência econômica, que terá a participação de Armínio Fraga (Gávea Investimentos), André Esteves (BTG Pactual) e Gilmar Mendes (ministro do STF). Haverá, também, a divulgação de um estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a distribuição da renda no campo. A pesquisa será apresentada pelo presidente do Centro de Estudos Agrícolas da FGV, professor Mauro Lopes.
Acesse a programação completa do seminário no Canal do Produtor – www.canaldoprodutor.com.br.
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA