21 de setembro de 2020

Articulação da Faepa viabiliza regularização do zoneamento da cana-de-açúcar no Brejo


Jocelio Oliveira

Foto feita antes da pandemia

A articulação da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) junto a instituições do setor agropecuário estadual e nacional resultou na regularização do zoneamento agrícola de risco climático da cana-de-açúcar do Brejo paraibano. O principal impacto da medida é permitir a possibilidade de financiamento da lavoura por bancos públicos na região, assim como a contratação de seguro rural.

“A Paraíba é considerado um estado com algumas das melhores cachaças do Brasil, então não era admissível que você tivesse custeio para implantar a usina, mas não para o plantio da cana. Agora o produtor está livre para isso”, afirmou o presidente do Sistema Faepa/Senar-PB, Mário Borba.

A publicação da medida saiu no Diário Oficial da União do último dia 4 de setembro e reconhece a inclusão dos municípios de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Alagoinha, Areia, Bananeiras, Borborema, Pilões e Serraria como indicados para o plantio de cana destinada à produção de etanol, açúcar e outros.

“Embora a região do brejo seja conhecida pela produção de cana-de-açúcar, os oito municípios não tinham esse reconhecimento oficial, o que impossibilitava o BNB de realizar financiamentos aos produtores por causa de uma resolução do Banco Central”, comentou o gerente da agência do BNB em Alagoa Grande, Sílvio Carvalho.

Só no município de Areia, existem 9 cachaçarias, que podem ser imediatamente beneficiadas por esse trabalho. De acordo com informações do grupo que atuou na realização do estudo, algumas dessas empresas já estavam adquirindo a matéria-prima fora da região por causa dessa dificuldade.

Segundo o chefe de da divisão de desenvolvimento rural da SFA na Paraíba, Hermes Ferreira, o zoneamento define, entre outros aspectos, a época adequada para plantio, assim como analisa as condições climáticas aptas para cultura na região. O estudo tem impacto econômico considerável, ainda de acordo com Ferreira.

“Comprovadamente, onde há o zoneamento, seguindo esses critérios, a produtividade tem aumentado significativamente, da ordem de 20 a 30%, como acontece com soja, milho e demais lavouras que seguem o estudo”, explicou.

A medida foi resultado do trabalho conjunto da Embrapa, Empaer, Banco Nordeste, Superintendência Federal da Agricultura na Paraíba, UFPB (Campus Areia) e do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, assim como do Sistema Faepa/Senar.

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