11 de junho de 2010

Plano de Safra não favorece classe média rural.



Brasília (10/6) – As alterações apresentadas pelo governo no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2010/2011, anunciado nesta semana, não favorecem a classe média rural, grupo estimado em 2,5 milhões de produtores rurais. A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, ressaltou que, embora utilizem boa tecnologia, “a classe média rural não possui demanda em escala suficiente para negociar os preços dos seus insumos e sua produção não gera receita para cobrir os custos da atividade”. Por este motivo, entende que “é necessário estabelecer um novo modelo de financiamento para o setor, que melhore o ambiente institucional, reduza os riscos das operações de crédito e eleve a disponibilidade de recursos”.

Segundo a senadora, a classe média rural, na prática, está excluída do sistema oficial de crédito. “Estes produtores investem em tecnologia, mas não têm acesso aos recursos do crédito rural oficial”. A exclusão tem um preço elevado, já que eles precisam financiar sua produção com recursos da iniciativa privada. “Para custear as lavouras, buscam recursos com financiadores privados (tradings e multinacionais), pagando taxas de juros elevadas”. Estimativas da CNA mostram que a taxa de juros efetiva praticada no crédito rural chega a 15% ao ano na região Sul e a 21% ao ano no Centro-Oeste. 

Veja, em PDF, nota da Superintendência Técnica da CNA, com avaliações sobre os principais pontos do PAP 2010/2011.

Fonte: CNA