10 de novembro de 2010

Plantas medicinais são destaque no interior da Paraíba



Trabalhar o cultivo e uso das plantas medicinais tem sido a cada dia mais aceita pelas famílias agricultoras e por famílias consumidoras no setor urbano. Usar as plantas medicinais é uma prática utilizada pelas famílias camponesas desde a base da humanidade em todo o planeta e essa prática esteve meio sumida em razão dos grandes interesses de mercado com as propagandas e a força da mídia financiada na lógica de mercado, mas com a organização das famílias agricultoras através de suas entidades é que o plantio e uso das plantas medicinais estão cada vez mais em evidência.

O tema foi trabalhado no Programa Domingo Rural deste domingo 07 de novembro, exemplificando a experiência da agricultora Irene Teofílo Barbosa que reside no Sítio Bom Sucesso de Solânea, Curimataú paraibano, e da agricultora Maria do Socorro Barbosa da Silva, residente na comunidade Lajedo do Timbaúba de Soledade que, com o apoio das entidades da ASA Paraíba, vêm sendo destaque na lida cotidiana com ampla variedade de plantas medicinais.

Participante de diversos eventos e visitada por famílias agricultoras que cultivam plantas medicinais, a agricultora Irene Teofílo Barbosa que reside no Sítio Bom Sucesso de Solânea, foi nossa entrevistada neste domingo falando sobre o trabalho desenvolvido no cultivo das plantas, sobre as vistas constantes empreendidas em sua unidade rural promovidas pelas entidades do Pólo da Borborema, sobre a tradição que já vem desde os antepassados e também sobre o uso dos produtos e sua eficácia enquanto suporte alimentar e medicamentoso a partir do resgate das propriedades das culturas feito com o apoio das entidades.

Na horta desenvolvida na unidade familiar rural, Irene contabiliza cerca de 40 plantas medicinais e cerca de 50 plantas ornamentais que fazem parte da economia da produção desenvolvida pela família e explicou que com as visitas de intercâmbios passou a se interessar pela diversidade das plantas. Ela falou sobre como faz para usar as plantas e qual o destino de cada planta quando relacionada a cada sintoma.

Já a agricultora Maria do Socorro Barbosa, residente no Sítio Lajedo de Timbaúba de Soledade, ao falar aos ouvintes do Programa Domingo Rural, evidenciou o trabalho que vem sendo feito na propriedade rural com o apoio das entidades do Coletivo Regional. Ela conta que com o passar do tempo os componentes familiar passaram a participar de encontros e capacitações onde conheceram variadas práticas e tecnologias sustentáveis capazes de serem aplicadas na unidade rural e, com a construção da cisterna de placas do Programa Um Milhão de Cisternas e, em seguida, com a construção de uma cisterna adaptada à agricultura, a família passou a desenvolver um roçado próximo a residência onde estão implantadas culturas de plantas medicinais, frutas, verduras e legumes que só são possíveis graças as novas tecnologias de suporte hídrico e garante que a horta está sendo atração com ampla procura por parte de famílias da Paraíba, de estados do semiárido e de outros estados do país que usam ou interessam implantar em suas unidades produtivas. “Fico muito feliz em receber o pessoal de todo o Brasil, estou muito feliz mesmo”, explica a agricultora ao se reportar a uma visita de intercâmbio, último dia 27 de outubro, feita por mulheres experientes no cultivo dessas plantas que vieram de diversos estados das regiões brasileiras.

Silvana Ferrigu, veio da cidade de Praia Grande, Santa Catarina, participou do encontro de mulheres experientes no cultivo e uso de plantas medicinais que aconteceu de 26 a 28 de outubro em Campina Grande, visitou a experiência de dona Socorro Barbosa e falou aos ouvintes do Domingo Rural deste domingo(07/11) sobre o que viu, o que representou para ela e fez um comparativo com as práticas que são utilizadas pelas famílias agricultoras e entidades daquela região do Brasil. “Essa garra, essa acreditação que ela tem no trabalho, isso empolga muito, principalmente eu particularmente porque no sul, não que nós não tenhamos problemas, mas eu acho que os nossos problemas são menores, olhando aqui a questão, principalmente, da seca e na região em que moro tem muita água, água demais que as vezes até atrapalha e aqui é um exemplo, eu levo essa troca de experiência como um exemplo de garra, de força, de trabalho e de fé”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural