7 de junho de 2017

Presidente da Faepa e CNA defendem política diferenciada para Semiárido


Marina Cabral

Lideranças da região participaram de audiência pública para discutir, entre outros temas, o endividamento de produtores rurais afetados pela seca

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba, Mário Borba, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidentes e representantes das demais Federações do Nordeste defenderam nesta terça (6) políticas agropecuárias e de crédito diferenciadas para que os produtores do Semiárido consigam produzir na região com forte instabilidade climática.

O tema fez parte das discussões na audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados, convocada para debater o endividamento dos produtores rurais inseridos na área de atuação da Sudene atingidos pela estiagem dos últimos anos.

“O Nordeste ainda passa por aflição da seca. Na paraíba e em todo o Nordeste, os reservatórios continuam secos, abaixo de 10% do seu potencial, a exemplo do Castanhão, de Boqueirão, do Orós, encaram aí seis meses de estiagem. A seca se prolonga, sem perspectiva. Só temos junho e julho de chuva no litoral e no agreste do Nordeste e com certeza não teremos um bom inverno este ano” declara o presidente da Faepa.

Ainda segundo Mário Borba, que também é vice-presidente da CNA, o semiárido vive a pior seca em cem anos e todas as medidas tomadas até agora, em busca de uma solução para o endividamento dos produtores afetados pelo clima, não resolveram o problema.

O presidente da CNA defendeu a necessidade de políticas a favor do produtor rural. “O endividamento é apenas um dos problemas da região. O que o Nordeste precisa é de uma política de Estado, um programa de longo prazo para que o produtor rural possa produzir com viabilidade e competitividade”, afirmou João Martins, que também preside a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB).

José Ramos Torres de Melo Filho, ex-presidente da FAEC e representante da entidade na audiência pública, defendeu que os mecanismos da Lei 13.340/16, que criou condições para renegociação ou liquidação de dívidas de produtores rurais das áreas de atuação da Sudene, também contemple a renegociação de contratos de crédito rural de produtores da região a partir de 2012.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Piauí (FAEPI), deputado Júlio César, pediu aos parlamentares das regiões abrangidas pela Sudene que se engajem no debate sobre a seca na região e apresentem soluções para o problema.

Também participaram da audiência pública o presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (FAERN), José Álvares Vieira, e representantes das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados de Alagoas (FAEAL) e Minas Gerais (FAEMG), o Superintendente Técnico, Bruno Lucchi, o Superintendente de Relações Institucionais, Nelson Fraga, O assessor técnico da Comissão do Nordeste da CNA, Joaci Medeiros, além de integrantes do governo e de bancos públicos.

A reunião foi presidida pelo deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), um dos autores dos requerimentos para a realização da audiência pública.

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