16 de abril de 2015
Presidente da Faepa é eleito para diretoria da CNA
Após anos de dedicação e luta pelo Agronegócio paraibano e nordestino, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, foi convidado para assumir como vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O convite foi realizado pelo atual presidente da instituição, João Martins, e pela nova ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Kátia Abreu, devido a forte atuação do presidente nas causas agropecuárias.
A solenidade de posse da nova diretoria eleita para o período de 2014 a 2017 contou com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, do presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros, além de autoridades do Judiciário, governadores, presidentes de Federações de Agricultura e Pecuária dos estados, de sindicatos rurais e de empresas do agronegócio.
Segundo Mário Borba, é a primeira vez em 20 anos um presidente da Paraíba assume um cargo deste porte na CNA. “É muito gratificante ser reconhecido numa instituição de tamanha importância no país, isso é resultado de muito esforço e trabalho no estado e no Nordeste. Agora, vamos nos dedicar ainda mais em prol do agronegócio do Brasil”, contou o presidente da Faepa.
Além de Mário Borba, foram eleitos para a diretoria, Eduardo Correa Riedel (vice-presidente de Finanças), Roberto Simões (vice-presidente Executivo), José Zeferino Pedrozo (vice-presidente Secretário), Assuero Doca Veronez (vice-presidente Diretor), Carlos Rivaci Sperotto (vice-presidente Diretor), José Mário Schreiner (vice-presidente Diretor), Júlio da Silva Rocha Júnior (vice-presidente Diretor) e João Martins da Silva (presidente). Confira a entrevista com Mário Borba.
ENTREVISTA
Canal Rural – Você foi convidado pela atual ministra da Agricultura, Kátia Abreu e pelo presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, para compor a diretoria da CNA, qual o peso desta representatividade?
Presidente – Como eu já representava a Comissão do Nordeste e era responsável pelo Programa Sertão Empreendedor na CNA, então fui indicado pela ministra e pelo Dr. João Martins pelo trabalho prestado. Estou assumindo o desafio de fortalecer o Departamento Sindical de todas as regionais, e em paralelo vamos lançar o Programa Senar Forte em 15 municípios do Nordeste, com a intenção de desenvolver o trabalho em pequenas regionais. A nossa meta é fortalecer o Sistema. A responsabilidade de ocupar este cargo é muito grande porque conhecemos todos os entraves e desafios do setor agropecuário, mas temos experiência e vontade de mudar e isto é o que nos move.
Canal Rural – Quais são os seus assuntos prioritários na CNA em defesa do produtor rural?
Presidente – Fui convocado para coordenar dois grandes programas: Sindicato Forte e Senar Forte, que agora serão unificados para desenvolver ainda mais as Federações e Senar. Vamos começar por nossos mobilizadores que estão nos municípios e são peças fundamentais para o Sistema, temos muito a fazer e não falta trabalho. Além disso, possuímos uma equipe focada que acompanha as ações a nível nacional, dá suporte às Comissões, verifica os projetos de lei, medidas provisórias e as ações parlamentares em prol do produtor rural. Com esta força tarefa, vamos mudar a realidade dos pequenos, médios e grandes trabalhadores rurais. Não estou na CNA por uma única causa, vou defender várias ações em prol do setor.
Canal Rural – Como desenvolver o agronegócio no Nordeste mesmo com a discrença do produtor, a falta de chuvas e a falta de incentivos governamentais?
Presidente – A questão do Nordeste se resume à falta de vontade política para o desenvolvimento. Enquanto não existir uma iniciativa de políticas públicas, estaremos no atraso. O setor privado vem mudando a realidade da região, a prova disso é que temos bons produtores que fazem o diferencial mesmo no semiárido, como os laticínios na Paraíba e a produção de milho em Sergipe. Necessitamos de crédito rural especial, projetos de incentivo, e educação para o meio rural para tentar reduzir os 20% de analfabetos da região. Nosso papel é lutar por estes incentivos para que os produtores rurais permaneçam no campo.
Canal Rural – Quais são as perspectivas de crescimento para a Paraíba?
Presidente – Temos um estado com potencial e com a chegada da Transposição do Rio São Francisco, o cenário vai mudar ainda mais. Os produtores devem investir em grandes confinamentos de bovinos nas regiões secas e nas cadeias produtivas mais adequadas para o estado, como a pecuária, suinocultura, avicultura, ovinocultura, caprinocultura, pecuária de leite e cana-de-açúcar. Agregado a isso, os produtores devem produzir com consciência ambiental e implantar ações de sustentabilidade.
Canal Rural – É a primeira vez que um presidente da Federação da Paraíba assume um cargo de tamanha confiança. Qual a sua expectativa para esta nova fase?
Presidente – É uma satisfação muito grande não só para mim, como a todos que fazem o Sistema Faepa/Senar-PB e os produtores rurais, ter uma representatividade na Confederação. Como eu gosto do Sistema e sempre venho trabalhando por ele, vou procurar fazer ainda mais ações que contribuam para o Agro. Como vice-presidente diretor da CNA, vou fazer o máximo que eu puder em prol da Paraíba, da região Nordeste e do Brasil, sempre auxiliando o presidente João Martins que tem a intenção de ampliar ainda mais o trabalho da CNA, uma herança que já foi deixada pela ministra Kátia Abreu.
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