20 de agosto de 2013
Intervenção governamental eleva preços do milho
A continuidade da intervenção governamental tem diminuído a pressão sobre as cotações internas do milho, o que elevou o indicador nos últimos sete dias. Enquanto isso, os estoques mundiais seguem crescendo, aumentam a concorrência internacional com o Brasil.
No mercado doméstico, os negócios ocorrido apenas pontualmente. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), produtores que ainda possuem soja armazenada optam por efetivar negócios com a oleaginosa, diante da alta da moeda norte-americana e do mercado internacional, esfriando ainda mais as transações envolvendo milho. Os compradores estão à espera de preços ainda menores ou aproveitando oportunidades oferecidas por vendedores que participaram dos leilões governamentais.
O indicador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP/Esalq)/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), subiu 2,07% entre 12 e 19 de agosto, com a saca de 60 quilos a R$ 23,62 nessa segunda-feira, dia 19. Se considerados os negócios também em Campinas, cujos prazos de pagamento são descontados pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi de R$ 23,19 a saca de 60 quilos na segunda-feira, uma alta de 3,34% em sete dias.
Soja
Na última semana a revisão para baixo da produção e dos estoques norte-americanos, refletiu em valorização da soja na bolsa. No dia 15 de agosto, os contratos da BM&FBovespa, com vencimento em setembro de 2013, fecharam em US$ 29,25 pela saca de 60 quilos, frente US$ 27,42 na semana anterior. No mercado físico, no mesmo dia, a saca de 60 quilos ficou cotada em R$ 64,00 na média em São Paulo, valorização semanal de 5,3%. Segundo a Scot Consultoria, a pressão é de alta e, em curto prazo, a expectativa é de firmeza nas cotações.
Fonte: CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA – ESALQ/USP