19 de novembro de 2012

China: o que o Brasil pode ganhar?



A condução da política econômica chinesa pelo novo governo, anunciado na última quinta-feira, ainda é uma incógnita, mas mudanças na economia do país são irreversíveis e abrem novas oportunidades para o Brasil.

Essa é a conclusão do embaixador Sergio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que organiza uma conferência na quarta-feira em São Paulo para tratar do tema.

"A economia chinesa passa por uma transição. A ênfase em exportações cederá espaço para um estímulo ao mercado interno", disse Amaral. A mudança levará cerca de 300 milhões de pessoas do campo para a cidade em até 15 anos. "Eles vão precisar de alimentos industrializados", diz o embaixador.

As empresas brasileiras ligadas aos setores de agronegócios e alimentos devem ser as mais beneficiadas pelo estímulo ao consumo interno na China. Um dos caminhos para aproveitar o mercado sem esbarrar nas restrições do governo a empresas estrangeiras é fechar parcerias com companhias locais, como fez a Brasil Foods.

A BRF vai comercializar e processar localmente produtos da Sadia por meio de uma joint venture com a chinesa Dah Chong Hong (DCH). "Não é fácil entrar no mercado chinês. A Brasil Foods pode estar mostrando um caminho", diz Amaral.

Fonte: O Estado de S. Paulo