18 de junho de 2012

CNA pede definição sobre venda de milho o Nordeste



A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, reuniu-se, nesta quinta-feira (14/06), em Brasília, com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para tratar, entre outros temas, da ampliação da venda de milho em balcão para o Nordeste. Na reunião, a senadora Kátia Abreu lembrou que os criadores de aves, suínos, caprinos, ovinos e bovinos dos Estados do Nordeste precisam comprar milho, a preços mais baixos, para suprir a alimentação dos animais, prejudicada pela seca. A queda de safra encareceu o preço do grão, que está sendo comercializado, em média, a R$ 33,00 a saca de 60 quilos na região.

Atualmente, o Governo federal vende milho no Nordeste a R$ 18,10 a saca, com limite de três mil quilos por produtor por mês, como estabelecido numa portaria interministerial da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fazenda e Planejamento. Diante da sinalização dos produtores do Nordeste de que era preciso oferecer mais milho, os ministérios propuseram a venda de 25 mil quilos, por produtor, ao preço de R$ 21,00 a saca de 60 quilos. Como não houve consenso sobre essa proposta, foi elaborada uma terceira, para venda mensal de 14 mil quilos de milho a R$ 21,00 a saca, o que vem sendo defendido pela CNA. O Governo não se posicionou sobre essa última proposta, mas, na reunião de hoje, a ministra Gleisi Hoffmann afirmou que avaliará a situação.

Outro tema tratado com a Casa Civil foi a necessidade de reformulação da legislação portuária brasileira para dar segurança jurídica ao setor, viabilizando os investimentos da iniciativa privada. A senadora Kátia Abreu é autora do Projeto de Lei 118/09, que altera dispositivo da Lei dos Portos (8.630/93), permitindo que terminais de uso privativo misto movimentem cargas de terceiros, independente da quantidade de carga própria da empresa que opera no porto.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA