13 de janeiro de 2011

CNA realiza encontro para discutir selo do alimento seguro



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou nesta quarta-feira (12/1) a primeira rodada de discussões com o governo em 2011 sobre estratégias para obter o selo do alimento seguro para o setor agropecuário. Esta bandeira tem sido defendida pela entidade, diante da tendência cada vez maior do consumidor de exigir a certificação dos produtos do campo como forma de garantir segurança alimentar para consumo, a partir de critérios como o cumprimento da legislação ambiental, sanitária e trabalhista. Com este selo, o Brasil pode aumentar sua competitividade no mercado internacional do agronegócio e conquistar mais mercados. “É uma prioridade nossa e que precisamos discutir frequentemente para atender às demandas dos mercados”, enfatizou o vice-presidente de Finanças da CNA, Ademar Silva Júnior.

O encontro reuniu técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e entidades ligadas aos produtores rurais, que relataram algumas experiências já implantadas voltadas para a certificação. Um dos tópicos debatidos foi o sistema de produção integrada, adotado pelo Mapa e que envolve toda a cadeia produtiva. A adesão a este modelo pelo produtor rural é voluntária, mas quem opta por fazer parte desse sistema deve cumprir uma série de exigências técnicas. Atualmente, a iniciativa contempla 16 atividades dentro da fruticultura, com normas técnicas definidas, mas o Mapa está preparando regras para outras culturas.

Para o vice-presidente de Finanças da CNA, que coordenou o encontro, um dos pontos importantes para se evoluir no sistema de produção integrada para alcançar a certificação é estreitar a relação entre os elos da cadeia produtiva em várias culturas, para que todos saiam ganhando na hora de comercializar um produto agropecuário. “Quando se fala em modernizar, impõem-se exigências apenas para o produtor e isso prejudica sua relação com a indústria. Em atividades como a fruticultura, a indústria é uma grande parceira, mas em outras como a pecuária de corte as relações são conflituosas”, argumentou. Já o secretário de Desenvolvimento e Cooperativismo do Mapa, Márcio Portocarrero, defendeu a criação de um fórum de discussões para promover encontro periódicos com o objetivo de buscar alternativas para garantir a marca do alimento seguro.

Também no encontro, o presidente da Associação Brasileira de Produção Certificada Sustentável (ABPCS), Euder Ribeiro, afirmou que a certificação será uma questão de “sobrevivência e competência” para o Brasil manter sua participação no comércio mundial.

Assessoria de Comunicação CNA