25 de outubro de 2010
Formada a 1ª Associação de Criadores de Camarão da Paraíba
Os criadores de camarão da Paraíba, com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba – Faepa, estão mais unidos do que nunca para vencer as barreiras que impedem o crescimento do setor. Há cerca de três anos eles criaram a Comissão do Camarão da Paraíba e agora, buscando avançar ainda mais, acabam de formar a Associação dos Carcinicultores e Piscicultores do Estado da Paraíba – ACP/PB, a primeira do seguimento no Estado com organização jurídica.
A primeira reunião da Associação, após sua formalização, aconteceu nesta quinta-feira na sede da Faepa e contou com a presença, dentre outros, do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão – ABCC, Itamar Rocha.
De acordo com o presidente da ACP/PB, José Ronaldo da Nóbrega, entre as metas da associação destacam-se a defesa dos produtores, a realização de pesquisas e a busca de novas e melhores tecnologias para a expansão da atividade. “Existe um mercado em franca expansão e o criador da Paraíba não pode ficar de fora dessa oportunidade”, disse.
A criação de camarão, denominada carcinicultura, é uma das atividades que está em franco desenvolvimento em todo país com destaque para a região nordeste. Mas enquanto o Rio Grande do Norte se desta com a maior quantidade de criadores e maior produção nacional, na Paraíba os produtores vem enfrentando sérios problemas relacionados a perseguição de órgão ambientais.
Tanto que há três anos a Faepa, juntamente com o Senar e do Sebrae e através da Comissão de Carcinicultura firmaram um convenio com UFPB para monitorar a qualidade das águas dos viveiros. Segundo o pesquisador da UFPB, professor Gilson Moura, em três anos de pesquisas os resultados foram muito satisfatórios e conseguiram provar que ao invés de poluir, os carcinicultura purificam as águas antes de devolvê-la aos rios e mar.
Mercado crescente
Para o presidente da ABCC, Itamar Rocha, o Brasil está vivendo um dos melhores momentos da economia, quando mais pessoas têm acesso a uma alimentação de qualidade e de produtos apreciados por todos, como é o caso do camarão. Desta forma, o consumo interno de camarão cresceu cerca de 70% entre 2003 e 2009.
De acordo com os dados apresentados pela ABCC no Brasil, o consumo per capta do camarão é de 500 gramas, enquanto que o de carne bovina é de 52 kg e de carne de frango é de 41 kg. “O potencial de crescimento do consumo atual de camarão é imenso, se comparado por exemplo com o consumo no México que chega a 1,600 kg per capta. Além disso, temos também que atingir a exportação. Hoje o Brasil só produz para o mercado interno”, disse Rocha.
Assessoria de Comunicação Social FAEPA-SENAR
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