22 de janeiro de 2010

Presidente da CNA defende o a oferta de alimentos seguros



A produção de alimentos seguros, incluindo o aprimoramento dos mecanismos de rastreabilidade animal e vegetal, foi tema prioritário da apresentação que a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, fez a secretários estaduais de agricultura de todo o País na manhã de ontem (21/1), em Brasília. “Em minhas viagens internacionais comprovei que a questão do alimento seguro não é só uma barreira comercial imposta pelos outros países, mas é uma exigência do consumidor. E isso não vale só no mercado externo. O consumidor brasileiro pede o mesmo”, alertou. Kátia Abreu abriu a reunião ordinária do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Agricultura (Conseagri).

A reunião do Conseagri foi realizada na sede da CNA e teve como assunto principal justamente o aprimoramento do Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), que garante a rastreabilidade da cadeia da carne. Kátia Abreu destacou a parceria firmada em outubro do ano passado, quando a CNA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) assinaram um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento e implantação de plataforma de dados sobre o rebanho bovino do Brasil. Trata-se, portanto, de uma nova etapa do Sisbov, que terá mais qualidade no controle do rebanho.

A presidente da CNA alertou aos secretários de Agricultura que é preciso avançar no debate sobre a produção de alimentos seguros. “O Sisbov é importante nesse processo. Mas temos que ir em frente. Quando se fala de alimento seguro, não se trata apenas de sanidade”, afirmou a presidente da CNA na reunião do Conseagri. Ela lembrou que a pecuária nacional enfrentou, no passado, dificuldades na implantação do Sisbov. “Não podemos ficar contra o programa por causa do modelo anterior que foi imposto. Precisamos avançar”, disse.

Outro destaque na apresentação, na área de sustentabilidade ambiental, foi o desenvolvimento do projeto Biomas, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que vai permitir a construção de mecanismos responsáveis por recuperar áreas frágeis na área rural, mas garantindo que o Brasil mantenha a liderança na produção de alimentos. Kátia Abreu destacou que, com o projeto Biomas, a CNA defende o desmatamento zero. “Em lugar nenhum do mundo há alguém fazendo isso, recuperando áreas de beiras de rios, áreas degradadas. Só o Brasil está abrindo mão de terras produtivas”, afirmou.

Responsabilidade social foi outro foco de ação da CNA ressaltado durante a palestra. Kátia Abreu disse que a CNA está agindo para incluir o produtor rural como agente de forte destaque nesses dois assuntos. “Precisamos, agora, tirar os olhos de nossas propriedades e ver por cima da cerca”, afirmou. Por isso, destacou, a CNA colocou em prática atividades como o programa Útero é Vida, voltado para a saúde da mulher do campo; e o projeto Terra Adorada, que promove atividades de formação e conscientização para melhorar a qualidade de vida, a inserção social e a preservação ambiental no campo.

FONTE: CNA