18 de abril de 2016
Produtores fazem manifestação na área rural de Brasília
Às vésperas da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, mais de cem produtores fizeram, neste sábado (16/4), na região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), a 70 quilômetros de Brasília, uma manifestação pela aprovação do processo de impedimento. No ato, tratores levavam faixas de protesto contra o atual governo, além de adesivos e cartazes pedindo o afastamento da presidente da República. A seção de votação vai ocorrer neste domingo (17/4), na Câmara dos Deputados.
A mobilização faz parte do movimento “Vamos Tirar o Brasil da Lama – Impeachment Já”, que deve reunir, amanhã, 20 mil produtores rurais de todo o país na Esplanada dos Ministérios, para acompanhar a votação do processo pela Câmara. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é uma das entidades que apoia a saída da presidente da República, por conta da crise política e econômica que assola o país e das recentes declarações de dirigente da Contag com incentivos à violência.
“Temos que proteger o Brasil que dá certo, que é o setor agropecuário. Precisamos dar um basta a essa desmoralização total e não permitir que o país se divida ainda mais. A cor do Brasil não é vermelha, é verde e amarela e precisamos devolver essas cores aos brasileiros, porque o Brasil é de todos nós”, afirmou o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), José Mário Schreiner, um dos coordenadores da mobilização para a vinda de agricultores e pecuaristas à capital federal.
Ele voltou a criticar o Movimento dos Sem terra (MST), que ameaçou invadir a sede da CNA ontem, (15/04), quando mais de 100 integrantes ocuparam a entrada do prédio da entidade por 40 minutos, carregando faixas e cartazes e arremessando tinta nos carros, funcionários e na fachada do edifício da Confederação. “Não podemos deixar essas pessoas amedrontarem as pessoas de bem, pais e mães de família. Invadir a CNA ou invadir uma propriedade é atacar o único setor da economia que vem dando certo”, ressaltou.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE-DF), Renato Simplício Lopes, o setor agropecuário quer o impeachment da presidente Dilma Rousseff para que o produtor rural recupere a confiança no governo. “Não queremos favor de ninguém, apenas respeito. Somos o único setor que tem dado respostas à crise econômica e para que ela não fique ainda maior. Nos anos 70, as famílias gastavam metade do orçamento com alimentação. Hoje, gastam menos de 20%, graças ao trabalho do produtor brasileiro”, destacou.
Expectativas – Produtores rurais já estão no clima da votação de amanhã e esperam a saída da presidente Dilma Rousseff. Em Brasília há 40 anos, o agricultor Egídio Altino Bonato, um dos pioneiros da região do PAD-DF, é um dos produtores de trigo mais bem sucedidos da região. Levou para a mobilização uma das relíquias que guarda com orgulho: um trator vermelho de 1965. Além de passar os ensinamentos da produção, fez questão de ensinar os filhos a dirigir o “xodó”.
As boas lembranças dão lugar às críticas quando o assunto é política e economia. No governo Dilma, viu seus custos de produção subirem e a produção e a rentabilidade caírem. O financiamento também ficou mais difícil e mais caro. “Exigem um monte de garantias, muita burocracia”, relata. A falta de perspectivas, segundo ele, atinge até as gerações futuras. “Eles pensam muito no agora e se esquecem do futuro, dos nossos filhos e netos”, explica. Assim, faz questão de ir à Esplanada amanhã, carregando a esperança de um novo horizonte no caso da aprovação do impeachment na Câmara dos Deputados.
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