27 de setembro de 2012
Reabrir discussão do Código Florestal não vale a pena
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), afirmou que as alterações feitas pelos parlamentares no tamanho da propriedade e da área que deve ser recuperada nas margens dos rios não devem ser vetadas pelo Poder Executivo. No texto do Código Florestal aprovado na terça-feira pelo Senado, deputados e senadores alteraram de 20 para 15 metros a área a ser recuperada nas médias propriedades, com rios de até 10 metros de largura. Acima de 10 metros, as faixas de recuperação variam de 20 a 100 metros.
Kátia Abreu acredita que não vale a pena reabrir a discussão sobre o tema, o que provocaria insegurança jurídica para o setor rural. "Estou confiante em que esse entendimento chegará à presidente Dilma Rousseff, encerrando essa matéria para levar o setor agropecuário e o Brasil adiante." Ela diz que a aprovação do novo Código Florestal permitirá ao Brasil "continuar conciliando produção de alimentos e preservação ambiental, além de garantir as condições necessárias para que os produtores rurais tenham segurança jurídica para produzir alimentos de qualidade e baratos".
Por meio de nota da assessoria de imprensa da CNA, a senadora destacou que "o Brasil tem uma das maiores, melhores e mais baratas agriculturas do mundo, em apenas 27,7% do seu território, preservando 61% da cobertura vegetal nativa". Ela acredita que com a nova lei os produtores terão mais segurança para manter suas atividades, pois "agora existe um marco regulatório, uma norma clara e transparente indicando aos produtores o que fazer, suas tarefas, seus rumos e suas obrigações".
Fonte: Agencia Estado