28 de junho de 2013

Unica aponta quatro prioridades para o setor sucroenergético



Os destinos dos carros flex, as perspectivas da produção do etanol celulósico em escala comercial, a cooperação entre os países consumidores e produtores e as questões de natureza regulatória são os principais gargalos do setor sucroenergético, no entender da presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina. Para ela, o segmento precisa com urgência trabalhar no encaminhamento dessas prioridades.

Elizabeth Farina, que discursou na abertura do na abertura do Ethanol Summit 2013 em São Paulo, disse que ao se pensar no cenário de 2020 é possível enxergar, de um lado, uma oportunidade ímpar de mercado e, de outro, importantes desafios e responsabilidades para o setor. Embora sete anos pareça um espaço de tempo curto, a executiva afirma que não é pouco tempo para um setor tão dinâmico como o sucroenergético.

A secretária da Agricultura de São Paulo, Mônika Bergamaschi, enfatizou que a importância da cana-de-açúcar não se restringe a questões agrícolas, mas também à sustentabilidade do setor. "É por isso que entendemos que a redução do valor do ICMS sobre o etanol em São Paulo, há 10 anos, contribuiu de forma significativa para o aquecimento do setor no Estado e para investimentos em energia limpa e sustentável, uma prioridade para o mundo" avalia.

Responsabilidade Ambiental

A deputada da União Europeia (UE) pela Dinamarca, Britta Thomsen, defendeu o etanol brasileiro como uma das soluções para a produção de energia limpa e renovável do mundo. "É preciso desmistificar a ideia, comum em parte da comunidade europeia, de que a cana brasileira é plantada na Amazônia e que com ela o país está perdendo espaço para a agricultura voltada para o alimento".

A parlamentar disse que sua visita ao Brasil tem sido muito útil para conhecer como o etanol é plantado e produzido nas usinas. Por sua vez, Dennis Hankins, Cônsul Geral dos Estados Unidos em São Paulo, elogiou os investimentos no etanol brasileiro e ressaltou que há anos os dois países têm firmado acordos de cooperação para pesquisa e desenvolvimento de novos negócios no setor.

Fonte: União da Indústria de Cana-de-Açúcar