29 de abril de 2011
Vacinação contra febre aftosa começa no próximo domingo
Começa no próximo domingo, 1º de maio, a primeira etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa na Paraíba. A vacinação se estende até o dia 31 de maio e prevê a vacinação de 90% do rebanho do estado, aproximadamente 1,3 milhão de animais.
A meta é que a Paraíba obtenha, em 2011, o status de zona livre de aftosa com vacinação. E esta é uma meta estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) não só para o estado, mas para toda a região nordeste, que está trabalhando num esforço conjunto para atingir tal feito. “É um ano crítico para a Paraíba. Ou mudamos de status ou vamos prejudicar todos os estados da região nordeste”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), Mário Borba.
Para o que a campanha tenha sucesso, a participação dos pecuaristas paraibanos é fundamental. Eles devem vacinar o rebanho e declarar a vacinação nas Unidades de Sanidade Animal e Vegetal (ULSAVs) ou nos Escritórios de Atendimento à Comunidade (EAC) espalhados por todo o estado. “O produtor rural também deve se organizar e vacinar seu rebanho o quanto antes, evitando problemas, como a falta da vacina, por exemplo”, alertou o gerente Operacional de Defesa Animal, Tamer Nogueira do Lago.
De acordo com a Gerencia de Defesa Agropecuária do Estado, em 2010, a média de vacinação em todo o estado foi de 86%, na primeira etapa e 74% na segunda etapa; desempenho que preocupa as entidades do setor rural.
A penalidade para os produtores que não imunizarem seu rebanho são a vacinação compulsória e multa de cerca de R$ 150,00 por animal não vacinado.
O lançamento oficial da campanha acontece na próxima quarta-feira (04/05), às 10:00 h, na Fazenda Experimental da Embrapa, em Alagoinha.
O que é febre aftosa?
A febre aftosa é uma doença contagiosa, causada por um vírus de rápida multiplicação. Ataca os animais de casco dividido, como búfalos, porcos, cabras, ovelhas e principalmente, os bovinos. É transmitida por animais infectados, materiais e equipamentos contaminados e pessoas que tiveram contato com o vírus.
A aftosa, no entanto, não provoca doenças no homem, mas acaba mostrando que o rebanho não é bem cuidado, que falta higiene e sanidade. O gado emagrece, produz menos leite, fica proibido de ir para o abate, será sacrificado e ainda cria uma barreira para as exportações de carne e outros produtos brasileiros.
O animal com febre aftosa é rejeitado em diversos países na Europa e também nos Estados Unidos, pois é uma doença que afeta toda a economia daqueles que já erradicaram a enfermidade.
Os animais contaminados apresentam febre alta, aftas na língua, lábios e gengiva, úlceras e feridas nos cascos e no lombo, dificuldade em se movimentar, uma baba abundante e costumam se isolar do rebanho.
A única maneira de combater a doença é por meio da vacinação.
Assessoria de Comunicação Social FAEPA/SENAR-PB
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